Domingo, Maio 20, 2012

As palavras exprimem a realidade?


Quando tento passar um concerto a certos alunos, percebo que antes eles precisam de um bom conserto, já que o comprimento de sua ficha de ocorrência já não cabe no livro, já que o cumprimento de regras é realizado da mesma maneira que faria um cervo. Fácil, claro que não, no fim sou um servo do sistema, então fico na minha cela, assim como você acaba ficando na sua, mas particularmente quando estou na sela e faço a chamada, sou mais um cavaleiro enfrentando tudo já exposto acima. Claro é importante ser cavalheiro, quando nossos "queridos" resolvem sabotar o bocal e eu não consigo ligar o datashow. Aí sou obrigado a fazer uma higiene bucal se resolver posicionar-me, porque não vou poupar nenhum acento do português e expor todas essas m, que eles fazem. Aí paro e penso: é melhor eu ficar no meu assento e rezar para o meu cardeal.
Nisso o Dr Cardial, já avaliou o meu esterno que acabou de ser atingido por algum objeto externo não identificado.
Vou fazer uma viagem e esquecer tudo isso, no fim temo acabar como alguns que eu conheço, pois ainda que eles viajem para muito longe, pensam no trabalho.
Com o nosso salário não conseguirei ir de avião não o jeito é pegar um tráfego mesmo, mas pelo menos eu fujo daquele tráfico, que fez-me suar frio no que acabei de contar-lhe.
Agora que já estou mais calmo, vou soar o nariz e torcer pra que dê tudo certo nessa sexta. Quero chegar bem e tirar uma boa sesta, já que pensar no vale coxinha, não possibilita nenhuma boa cesta.
E isso é igual uma tacha na minha garganta sabe?
O governo só põe taxa e meu vestuário está ruço.
Por que não sou russo?
Mesmo com toda crise ainda têm-se uma cultura e educação de qualidade. Lá estaríamos em instituições que são como um grande paço.
Mas passo adiante esses breves relatos, a quem for de direito, pois preciso voltar-me a vida de peão, pois ganhar é preciso e estou bem focado e movendo-me, pois depender do Estado, ficarei como um pião.

Domingo, Março 25, 2012

Quando os computadores tocaram o sino


Foi grande entusiasmo, que eu e minha equipe gestora recebemos essa notícia. Muitos professores e alunos, há tempos queixam-se de computadores em nossa escola, mas infelizmente com a nossa verba atual, esse sempre foi um desejo que foi sendo postergado, claro que com uma certa dor no peito, mas quando estamos na gestão precisamos pensar com a razão e administrar corretamente o destino das verbas, caso contrário seremos penalizados, ainda que façamos o bem, enfim esses são os grandes dilemas que enfrentamos dia-a-dia.
      Parece-me que este empecilho teve os seus dias contados, quando a carta e a previsão de obras chegou em minha mesa. Fiz imediatamente uma prévia com os meus pares e decidimos fazer uma reunião festiva com o conselho de escola e pedi para que os meus assessores providenciassem os comes e bebes, pois desta vez não seria apenas mais um dos intermináveis “blá, blá, blá”, que desestabilizam a alma mais pacata e serena presente. Não dessa vez, tudo seria diferente e realmente o foi, pois transcorreu com um clima de muita alegria e descontração.
      Lembro-me bem do Mestre Pacheco, que dizia ser nossa escola arcaica e que estaríamos condenados aos últimos lugares no evento tecnologia e educação promovida por uma dessas novas empresas americanas de internet, que florescem do dia para a noite. Enfim, por ironia do destino tinha o Profº Alberto que compartilhava de mesma opinião e resolveu ironizar: - Diretor, porque não ganhamos um dinheiro extra e montemos um curso de datilografia no contra-turno? - Podemos inclusive ganhar algum prêmio do museu de nossa cidade, disse ainda o Mestre Pacheco para reforçar o seu aliado.
      Claro que esse dia ficou em minha memória, mas no fundo os perdoei, pois sabia que a rotina diária e a dupla jornada o faziam pessoas descrentes. Porém nada foi mais glorioso, do que ver todos ao meu redor, com os olhos brilhando, no dia da apresentação do projeto. Os minuciosos conferiram os detalhes da planta, dos mobiliários e a configuração dos novos computadores que iriam funcionar o nosso novo laboratório de informática, que contaria inclusive com ar-condicionado.
      Por um instante, imaginei a cara de decepção do Alberto e do Pacheco, mas sinceramente preferi guardar em memória o sorriso dos alunos da escola.

Sexta-feira, Março 23, 2012

Sobre a mentira


É bem interessante notarmos como a insistência na mentira, a faz tornar-se realidade.
O mundo infantil é colorido e encantado. O processo de maturação trará a frustração, conforme os anos vão se passando...
O processo de conhecimento é uma via de mão dupla: ele nos liberta da ignorância, mas nos prende na angústia.
Sim, isso mesmo, pois teoricamente a solução para as coisas ao nosso redor são simples, porém a prática é algo bem complexo.
Houve alguns avanços, mas julgo serem pífios.
No fim proliferam-se mentiras e auto-enganos aos milhares.
Solução será que tem?
Precisa ter?
Seja qual for sua resposta, não venha vender suas mentiras com ares de verdade.Respeito o seu desejo de se iludir.
Talvez você convença os demais que nos sonhos todos serão felizes, ou que o mundo virtual é praticamente perfeito.
Eu sinceramente, só quero divertir-me um pouco nesse caos mundano, nesse grande absurdo e encontrar poucas verdades, em pessoas que vivem autenticamente.

Domingo, Fevereiro 26, 2012

Discurso sobre os professores

Tenho resalvas quando vejo certos discursos no facebook, que exaltam a vitimização que nós professores do passamos no dia-a-dia. Aqui é uma ideologia, pois não mostra a real remuneração dos colégios de elite, além de não diferenciar o próprio professor universitário, que algumas faculdades seu rendimento é pífio, mesmo com hora aula maior, ele não conta sempre com os mesmos direitos como na questão da aposentadoria. Quero enfocar os professores de 1º e 2º grau da rede pública, só farei mais um breve comentário sobre rede particular, onde rendimento é variável e poucos são os que remuneram adequadamente. Percebem que até aqui, temos profissionais e condições distintas? Reunir um grupo diversificado sobre o mesmo nome e clamar por uma união não parece estranho? Isso é o discurso ideológico, quando generaliza uma prática e  não explica as condições sócio-históricas, que expliquem essa divisão. Agora pergunto aos professores da rede pública: Se estamos num sistema capitalista,  é com um discurso, que mais clama por piedade e compaixão,  que atingiremos nossos objetivos? Ou é simplesmente nos enxergando como trabalhadores e nos unindo a outras categorias profissionais, que teremos mais êxito?Por que remunerar bem um professor se o mesmo não rende economicamente como um artista, esportista, ou outros afins que possuem patrocinadores e contratos comerciais?
Nessas horas eu vejo a hipocrisia de muito de meus colegas, quando ajudam a sustentar essa sociedade massificada, aplicando os seus poucos recursos alimentando o sistema, afinal quando ganha-se um pouco mais, o desejo do consumo e a reprodução do discurso ideológico é fortíssima.
Assim eliminou-se a luta de classes e fica a impressão que o sucesso ou fracasso são meros problemas individuais. Anos de história são arrastados para debaixo do tapete. Autores consagrados são tidos por ultrapassados e a pós-modernidade clama pelo absurdo e confusão, como se os acontecimentos do mundo fossem alheios a própria humanidade.
Volto a pergunta:  Se o salário melhorar, vamos mudar nossas práticas ou seremos uma classe social indiferente as que estejam abaixo?
Como sei da grande diversidade que existem entre os mestres, estou aberto as críticas positivas ou negativas a este texto.

Sábado, Fevereiro 25, 2012

Voltando ao blog

Vou procurar dedicar-me a escrever mais neste blog, já que o tenho por hobby.
E esse é um dos motivos, que facilitam a escrita, pois ela não precisa estar formatada de acordo com alguma ABNT, ou mesmo conter algum material de extrema relevância científica, mas ter um conteúdo que de certa forma seja identificável com o que represente-me neste momento.
Quando vejo alguns antigos textos meus, geralmente eu os acho de péssima qualidade, ou meio insensatos, mas como eu sei que isso é apenas uma sensação eu procuro deixá-la de lado e compreender, o contexto e a fase da vida em que ele foi redigido, portanto nada melhor do que conservar como resultado de uma experiência hora bem sucedida, hora mal-sucedida, mas ainda assim algo concreto.
Sinceramente, chega uma fase em que você quer dedicar-se a jogar algumas ideias e não estar muito preocupado nos possíveis rótulos, que fatalmente você receberá. O fato é que um exame muito apurado do que realmente está escrito é algo restrito a poucos e no fundo conta mais a disposição natural de alguém em te elogiar, e outros em detonar o seu trabalho, sim a escrita é uma ocupação, mas convenhamos que são poucos os que conseguem prender o leitor.
Enfim, algumas ideias já estão surgindo, mas fica pra um próximo post...

Quinta-feira, Dezembro 01, 2011

A questão do foco.

Uma vida sem reflexão não merece ser vivida já nos alertava Sócrates.Compactuo desse ideal, porém observo  pessoas, que buscam viver o momento, sem grandes preocupações e alguns até fogem de si, a todo instante. São várias explicações, mas prefiro focar no que eu acredito. É verdade que parece ser meio sem sentido parar e refletir, numa sociedade  tão frenética, onde a fragmentação predomina. O que eu observo é o equilíbrio, o foco que precisamos ter na vida, pois caso contrário nossa diversão hoje, pode-se transformar no maior pesadelo do amanhã.

Segunda-feira, Abril 25, 2011

Uma web menos anônima




As redes sociais vão consolidando-se como uma ferramenta cada vez mais importante de comunicação no dia-a-dia das pessoas. As estatísticas mostram, o quanto são populares tais serviços em escala mundial e nosso país não fica atrás nessa tendência.
O uso, que inicialmente era pessoal e apenas de troca de afinidades entre amigos, ou mesmo conhecidos, começa a ter uma nova fase, com a adesão das empresas nos serviços.
Foquemos o início do Orkut em nosso país e sua propostas da inserção de fotos, comunidades e comentários nos diversos fóruns que iam sendo criados pelos usuários. O mundo corporativo percebeu o quanto as pessoas ficavam conectadas nesse meio, bem como o tempo, disponibilidade e praticidade, que eram empregados e num primeiro momento cria dispositivos para proibir o seu uso, temendo, que o tempo de serviço fosse sacrificado, por um mero lazer.
A tendência posterior, foi a utilização pelo RH, como forma de traçar um perfil do profissional, que candidatava-se para a empresa, já que certas fotos revelariam características, nem sempre adequadas ao estilo organizacional, portanto já estavam pré-selecionados, na caixinha do “agradeço a sua participação, mas não foi dessa vez”.
Ainda utiliza-se tais práticas, mas com a adesão de executivos e o mais variado nicho de personalidades, começou-se a mudar a forma com que esse emaranhado de informações, fotos e perfis de usuários começou a ser classificada, ou melhor reclassificada.
Os críticos, de um possível apocalipse, precisaram ficar calados, já que as grandes corporações, começaram a perceber, que suas empresas também participariam com perfis ativos, em que estes ajudavam a divulgar, esclarecer e enfatizar, uma empresa e seus respectivos produtos.
Um fenômeno, que um símbolo empresarial, começa a ser “admirado” e desejado por seus respectivos consumidores, que fazem um trabalho muitas vezes gratuito, ajudando a corrigir e divulgar essa ideologia.